Dados divulgados pelo Ministério da Saúde traçam o perfil do soropositivo brasileiro

A batalha da prevenção da AIDS continua muito (mas muito!) atual. “Talvez não tenhamos na história uma situação tão grave quanto hoje, em que a epidemia está invisível e há uma tendência forte de aumento dos casos especialmente nas novas gerações”, avalia o sociólogo Alexandre Grangeiro, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Embora qualquer um possa ser infectado pelo HIV, estão mais vulneráveis homens que fazem sexo com homens e mulheres trans. E não só por uma questão fisiológica. “Muitas dessas pessoas começam a vida sexual sem apoio familiar e sem receber educação sobre sexo seguro”, aponta o infectologista Ricardo Vasconcelos, do Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Infelizmente, a homofobia e a transfobia, além da falta de conversa em casa sobre o assunto, acabam limitando o acesso à informação justamente nos grupos mais suscetíveis ao vírus. O resultado é o cenário alarmante que você confere abaixo:

-Entre 2007 e 2016 foram registrados 136 945 novos casos de infecção por HIV.

-Há 21 novos casos em homens para cada 10 entre mulheres.

-65% dos diagnósticos ocorreram em homens. Destes, 45% fazem sexo com outros homens.

-52% das infecções entre 2007 e 2016 ocorreram entre 20 e 34 anos de ambos os sexos.

-A taxa de detecção entre homens jovens (20 a 24 anos) saltou de 15,9 a cada 100 mil habitantes em 2006 para 33,1 em 2015.

-96% das mulheres diagnosticadas no período tinham relações sexuais com homens.

Quem o HIV mais ameaça

 

31,2% das mulheres trans no Rio de Janeiro.

15% dos homens que fazem sexo com homens em São Paulo.

4,9% das profissionais do sexo.

0,4% da população de todo o país.

Fonte: Abril Saúde

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